Polícia quer imagens da agressão a motorista em Sapopemba
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011O corpo do motorista de ônibus Edmilson dos Reis Alves, de 59 anos, foi sepultado nesta terça no Cemitério São Pedro, na Zona Leste da capital. Edmilson, que faria 60 anos nesta terça, foi espancado até a morte na noite de domingo após ter um mal súbito, perder o controle do coletivo, bater em três carros e três motos e atropelar uma pessoa em frente a um baile funk. Pelo menos 20 pessoas participaram da ação, mas ninguém foi preso. A polícia busca câmeras que tenham registrado o espancamento para tentar identificar os agressores.
O enterro foi acompanhado por dezenas de amigos e parentes. Dois ônibus com colegas de trabalho de Edmilson foram até o cemitério. Motoristas e cobradores de duas linhas da empresa Via Sul Transportes Urbanos, onde ele trabalhava, não saíram com os veículos para acompanhar a cerimônia.
A agressão comoveu e deixou os parentes e amigos de Edmilson revoltados. “Isso não é jeito do ser humano tratar o outro. A gente quer ver os culpados na cadeia, simplesmente isso. Não foi todo mundo valente? Cadê agora as pessoas?”, disse Eunicie dos Santos, prima do motorista, que acompanhou o enterro nesta terça. A polícia ainda não sabe informar se o motorista morreu por causa de algum tipo de doença ou em decorrência do espancamento.
EMBRIAGUEZ/ Edmilson tinha 21 anos de profissão. No domingo, aquela era a sua última viagem. Após passar mal e provocar o acidente no Parque Santa Madalena, região do guia do bairro Sapopemba, na Zona Leste, os frequentadores do baile invadiram o ônibus, que também foi depredado e apedrejado. Segundo testemunhas, os frequentadores do baile acharam que se tratava de mais um caso de embriaguez ao volante e assim justificaram o linchamento. Mas Edmilson não bebia. Os agressores ainda roubaram R$ 25 do caixa do ônibus.
O rapaz atropelado tem 26 anos. Ele sofreu fratura exposta do dedo do pé e se recupera de uma cirurgia no Hospital Geral de São Mateus, na Zona Leste.
‘É como se o mundo caísse na cabeça da gente’
O irmão de Edmilson dos Reis Alves afirmou nesta terça que sua família está muito abalada. “É como se o mundo caísse na cabeça da gente”, disse o aposentado Elson Garcia Alves, de 56 anos.
Ele lembrou que viu o irmão pela última vez no dia em que o motorista morreu. “Ele foi lá em casa porque a gente ia fazer uma festa no sábado para comemorar o aniversário dele”, disse Elson ao site G1. Edmilson completaria 60 anos nesta terça. A família faria um churrasco para comemorar a data. Ele morava com a mulher, Digeane da Silva Alves, perto do local onde morreu, no Parque Santa Madalena, na região do Sapopemba, na Zona Leste No domingo, antes do acidente, ela havia levado uma marmita para ele e desceu do ônibus um ponto antes do local onde o motorista foi espancado. Edmilson deixou um filho, de 33 anos, também condutor de ônibus.
Fonte: Rede Bom Dia
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